A professora americana Tiffany Nicole Fontana, de 48 anos, vive em São Paulo e afirma que ela e as crianças, eram agredidas, fisicamente e psicologicamente pelo ex-marido. Um advogado de família muito rica. O casal tem quatro filhos, sendo três meninas e um menino. Tiffany conheceu Oliver Fontona, 20 anos atrás. Ela vivia em uma cidade pequena chamada Los Gatos, na Califórnia, Estados Unidos. Ele estava de férias no país, voltou para o Brasil, mas o namoro continuou à distância. Um tempo depois, Oliver se mudou para os Estados Unidos e os dois se casaram em 1998.
Em menos de um ano de casados, Tiffany ficou grávida de sua primeira filha, com 15 anos hoje. E teve mais duas que, atualmente, têm 12 e 11 anos. Sem emprego, Oliver voltou para o Brasil com toda a família. Em São Paulo, nasceu o quarto filho do casal, hoje com 8 anos. A mãe diz que após o nascimento da primeira filha do casal, Oliver mostrou seu lado agressivo. Ela já registrou mais de 20 boletins de ocorrência em diferentes delegacias de São Paulo, sendo que apenas um virou ação penal. A família de Tiffany ficou sabendo das agressões e procurou ajuda no consulado americano em São Paulo. Um psiquiatra brasileiro examinou a mãe e os quatro filhos, a pedido do consulado em 2008 e recomendou que eles fossem "retirados rapidamente do risco desta convivência e enviados para a casa da família da mãe". Lá, todos deveriam fazer "tratamento psiquiátrico e psicológico". Escoltados pela polícia federal, Tiffany e seus quatro filhos seguiram ao aeroporto. Viajaram para os Estados Unidos. Três anos depois, ela volta para o Brasil com as crianças, para tentar reconstruir a família, pois, segundo a própria, Oliver disse que havia mudado. Ela tentou acreditar, mas as agressões continuaram. Desde 2011, ela enfrenta na Justiça um processo para conseguir a guarda dos quatro filhos, mas as crianças estão com o pai. Tiffany saiu do casamento sem direito a pensão ou moradia. A justiça determinou que a professora se encontrasse com os filhos no Centro de Visitação Assistida do Tribunal de Justiça de São Paulo. As visitas serão monitoradas por assistentes sociais e psicólogos. Ela vive em uma casa cedida e dá aulas de inglês para sobreviver. Ela acredita que o judiciário brasileiro não dá ganha de causa por se tratar de alguém que tenha dinheiro.

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